Mostrar mensagens com a etiqueta Passado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passado. Mostrar todas as mensagens

Baú nº4

>> terça-feira, 17 de maio de 2011

Bolha de Sabão

Por vezes, acho que não fui feita para viver neste mundo. Trago dentro de mim todos os sonhos do universo, toda a sinceridade de um mundo de papel, e o mais puro dos sorrisos. No meu eu não existe a raiva nem o ódio, nunca experimentei esses sentimentos. Quem lê isto pensa que é uma coisa boa ser assim tão simples, sem esses maus sentimentos a dominarem a vida. Mas acreditem, o nunca ter sentido esses sentimentos tem coisas más. Por vezes é mais fácil odiar alguém para esquecermos essa pessoa. Ou então sentir raiva em relação a alguém para conseguirmos aceitar que o melhor mesmo foi essa pessoa sair de vez da nossa vida. Mas eu não os consigo ter. Já tentei com todas as minhas forças sentir raiva de ti ao ponto de te odiar. Mas tudo foi em vão. Para mim, cada coisa boa que fizeste, vale por mil erros que cometeste comigo. Todas as tuas mil facetas que no fim revelaste foram por mim esquecidas. Só te consigo ver com alguém que eu amei, aquela pessoa que um dia teve um quarto do meu coração, mesmo sem o saber. Mas foi a minha sinceridade e pureza de sentimentos que tudo destruiu. Associada à minha inocência e simplicidade está sempre aquele eu sonhador que comanda toda a minha pequena bolha de sabão. E sabendo de início que a bolha de sabão acaba sempre por rebentar, mesmo assim eu não me inibo de sonhar. Sonho tanto, vivo com tanta intensidade cada momento como se fosse o último. E todo o sonho se despedaça à minha frente quando a bolha de sabão toca no chão e rebenta. Desaparece. É como se aquele sonho e aqueles momentos nunca tivessem acontecido. Como se o nós nunca tivesse existido.


Por Rita Carvalho
Set'10


P.S. - O que acham de conhecer os pequenos textos que escrevo de vez em quando?

Read more...

Devaneios nº17

>> segunda-feira, 4 de abril de 2011


Cada vez mais acredito que amar é dar e tudo o que não é dado, perde-se. E que a amizade é talvez a mais bela forma de amor, porque é gratuita e intemporal, não precisa de promessas nem de carne, não se desfaz com zangas nem se desvirtua com o tempo. Mas não te posso dar o meu carinho, o meu afecto, o meu amor domesticado em amizade, se nem sequer tens a grandeza de abrir os braços para a receber. As mulheres demoram algum tempo a transformar um sentimento em pensamento, tanto mais quanto este é profundo, e no sossego da minha casa, onde só comunico com o mundo exterior o suficiente para me manter viva, guardo intacto tudo o que sinto por ti. Fechada para o mundo e para os outros, sinto-me cada vez mais só, mergulhada numa escuridão voluntária e estéril que me aplaca a vontade e os sentidos. Com a morte deste amor por ti, morre também uma parte de mim, algo cujos contornos não consigo ainda delinear mas que com o tempo perceberei, quando a alma apaziguada fechar as feridas desta minha dor derrotada e passiva perante o teu silêncio e a tua mascarada indiferença.

Por Margarida Rebelo Pinto

Read more...

Baú nº3

>> quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011



Enquanto somos crianças tudo nos parece tão feliz, tão bonito e tão sem mentiras, como se vivêssemos num mundo perfeito onde só reina a felicidade e a alegria, onde não há choro, nem dor, nem os problemas complicados dos adultos. Não há maldade, somos todos amigos, damos as mãos uns aos outros e assim bailamos juntos num mundo de fantasias perfeitas. Vamos crescendo e descobrimos o verdadeiro mundo, aquele onde vivemos na realidade e tudo o que conhecíamos, que pensávamos ser verdadeiro desaparece, numa fracção de segundo...Então revela-se-nos um mundo tão feio, cheio de sombras, onde as palavras amor e felicidade não existem...De repente, vês-te sozinha no meio de uma multidão de corpos que andam apressados e nem reparam em ti...Vais ficando tão pequenina que só pensas em gritar para que todos possam ouvir o teu maior desejo: voltar a ser criança e viver naquele mundo mágico!



Por Rita Carvalho
Nov'06

Read more...

Devaneios nº10

>> quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



A vontade de te ter é tanta, mas tanta que me cega o coração.Sim, o coração. Aquele órgão que sofre impulsos eléctricos a cada momento que penso em ti. Sim, que penso. Quando estou contigo a calma surge. Parece que os problemas decidem tirar férias repentinas e deixar-me em paz. Tudo se torna simples e maravilhoso. Dou-te a mão, puxo-te para mim de modo a ficarmos num abraço tão apertado que nos faz parecer um só. Contigo sinto-me completa.Sim, completa. Aquela sensação de que tudo está no sítio perfeitamente arrumado e que leva ao êxtase da felicidade. Sim, felicidade. Contigo sou completamente feliz. Sim, gosto de ti. 


Por Rita Carvalho
Set'09

Read more...

Baú nº2

>> segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

meme.yahoo.com/all_star/

Passa-se um dia sem saber de ti e já não sinto aquele sabor doce, por vezes enjoativo, da nossa relação. Pode não ser muito próxima, pode não ser muito eufórica, mas é muito emotiva. Apoiamo-nos mutuamente, somos feitos de encontros e desencontros, de alegrias e de tristezas, de dor ou apenas de mau feitio. Mas, mesmo assim, aquela coisa especial mantém-se. Embora tenham mudado as roupas, os penteados, a idade e a altura, nada mudou dentro de nós desde o dia em que nos conhecemos. A empatia e o deslumbramento que sentíamos naquele momento nunca diminuiu, só aumentou. Para mim foi um dia caótico. Foi o final da fase tímida da minha vida. Nessa noite só pensava no que é tu pensarias de mim. E só pensava na maravilhosa e ao mesmo tempo diferente pessoa que tinha conhecido. Hoje olho para trás e não me arrependo de nada do que fiz. Apenas me arrependo daquilo que não fiz, por mera vergonha. Penso o quanto as coisas poderiam ser diferentes hoje. Mas o tempo não volta atrás e temos que aprender a viver o agora, não o que seria se não tivéssemos ou tivéssemos feito isto ou aquilo. Ficar preso ao passado é uma forma de suicídio precoce e precipitada.


-2007 -

Read more...

Valores modais

>> quarta-feira, 12 de janeiro de 2011



Trata-se da relação estabelecida entre o enunciado e o próprio enunciador, no que diz respeito tanto à validação da verdade do que é dito como à atitude dos que participam no próprio acto enunciativo.


Read more...

Baú nº1

>> quarta-feira, 17 de novembro de 2010

I'll just pretend to hug you until you get here.
Passa-se um dia sem saber de ti e já não sinto aquele sabor doce, por vezes enjoativo, da nossa relação. Pode não ser muito próxima, pode não ser muito eufórica, mas é muito emotiva. Apoiamo-nos mutuamente, somos feitos de encontros e desencontros, de alegrias e de tristezas, de dor ou apenas de mau feitio. Mas, mesmo assim, aquela coisa especial mantém-se. Embora tenham mudado as roupas, os penteados, a idade e a altura, nada mudou dentro de nós desde o dia em que nos conhecemos. A empatia e o deslumbramento que sentíamos naquele momento nunca diminuiu, só aumentou. Para mim foi um dia caótico. Foi o final da fase tímida da minha vida. ACABOU naquele momento. Nessa noite só pensava no que é tu pensarias de mim. E só pensava na maravilhosa e ao mesmo tempo diferente pessoa que tinha conhecido. Hoje olho para trás e não me arrependo de nada do que fiz. Apenas me arrependo daquilo que não fiz, por mera vergonha. Penso o quanto as coisas poderiam ser diferentes hoje. Mas o tempo não volta atrás e temos que aprender a viver o agora, não o que seria se não tivéssemos ou tivéssemos feito isto ou aquilo. A isto se chama VIVER e é o que todos devíamos saber fazer. Ficar preso ao passado é uma forma de suicídio precoce e precipitada.

- 2007 -

Read more...

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP